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Clássicas do Pensamento Social: mulheres e feminismos no século XIX - Verônica Toste e Bila Sorj

  • Foto do escritor: Jacque Spotto
    Jacque Spotto
  • 1 de mar. de 2022
  • 2 min de leitura

Atualizado: 14 de out. de 2022

Já parou para pensar sobre os sociólogos que estudamos no decorrer de nossas vidas na escola e/ou faculdade? Você se lembra de algum desses pensadores ser uma mulher no cânone dos clássicos sociológicos?


Pois bem, por muito tempo pensei e, creio que muitos também ainda acreditam, que não haviam sociólogas com obras tão relevantes para serem incluídas neste cânone nos séculos passados, talvez por pensarmos que na época, as mulheres não tinham a abertura para os estudos como hoje, em certo ponto, realmente não tinham, era mais difícil, mas não quer dizer que não existiam, e também não significa que não foram amplamente reconhecidas por seus trabalhos em sua época.


No livro "Clássicas do Pensamento Social" as doutoras em Sociologia: Verônica Toste e Bila Sorj, nos apresentam oito mulheres incríveis que fizeram estudos muito relevantes no cunho social mas que foram "deixadas de lado" pelo cânone sociológico. Mas foi por suas obras não serem importantes? Não mesmo! Algumas ainda com estudos pioneiros na área, mas que por algum motivo oculto (nem tão oculto assim não é mesmo?) sociólogos homens tiveram maior evidência que elas, não que os trabalhos deles não mereçam crédito, evidente que são estudados com razão, mas é óbvio que suas obras foram excluídas deste cânone também por outras razões: O gênero.


Cada uma dessas mulheres pensadoras apresentadas por Verônica e Bila, trouxeram reflexões que abrangem a mulher como parte da sociedade e não somente pensamentos gerais que outros sociólogos abordaram, mas que não era incluso a mulher nessa abrangência, e o que é o pensamento social se você delimita um lugar a um ser humano simplesmente por seu gênero? No mínimo, seletivo, o que não podemos definir é que a mulher não era parte de um todo.


""... os autores considerados clássicos trabalharam com definições do mundo social que reforçam o androcentrismo e a ideologia da domesticidade dominantes no pensamento social e político do século XIX. [...] o espaço público, isto é, o da política e do mercado, seria o ambiente natural dos homens; e o espaço privado ou doméstico, ligado ao lar, à família, ao afeto e ao cuidado, seria o das mulheres". (p. 21)

E é esse o grande diferencial dessas obras - trazer as mulheres para o todo da sociedade -, tirá-las desse lugar em que foram impostas por simplesmente terem nascido em um gênero específico, para não serem uma mera peça decorativa na família.


A cada nova pensadora que ia descobrindo, minha admiração e ao mesmo tempo indignação por não conhecê-las aumentava, infelizmente, a maioria ainda não têm suas obras traduzidas para o português, mas pesquisas como os das escritoras que puderam dar luz a essas mulheres, pode fazer com que mais pessoas se interessem e consequentemente, editoras possam olhar com mais atenção a elas… é o que esperamos!


CLÁSSICAS DO PENSAMENTO SOCIAL

Autoras: Verônica Toste Daflon & Bila Sorj

Editora: Rosa dos Tempos / Grupo Editorial Record

Ano: 2021



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